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O Propósito da Vida – Primeira Parte

Somos o resultado do que pensamos e acreditamos. Em que você crê?
A grande questão que ocupa o núcleo da vida.
Nossos olhos são lentes que captam vibrações transmitidas pelos nervos óticos ao cérebro e que são interpretadas baseadas naquilo que acreditamos, nossas crenças, e assim criamos as imagens que vemos, isto é , nossa realidade.
Nossas crenças significam a nossa percepção do mundo e, portanto, o programa que cria e determina as experiências em nossas vidas. Você não pode ver o que não acredita.

Como se formam as nossas crenças?
Nossas crenças são incorporadas através de informações que vamos recebendo, processando e experimentando desde o momento em que o coração começa a pulsar dentro do útero materno. A partir deste momento, todos os sentimentos originados do pai, da mãe e família são captados pelo bebê. A maior parte das crenças são incorporadas até a adolescência. Como seres humanos, estamos na fase de aprendizagem e nossa mente consciente não está desenvolvida para processar as informações que recebemos. Então, elas vão sendo construídas pelo meio em que vivemos, pelas pessoas com as quais convivemos e, principalmente, pelas pessoas que nos educam.
São as fontes de recepção da informação: a família, professores, amigos, religiosos e formadores de opinião em nossa sociedade. Dessa maneira, incorporamos informações do certo e do errado, do fracasso e do sucesso, do feio e do bonito, formas de comportamento, de consumo, de pecados...
Configuramos em nosso programa de vida todas as crenças que outros nos passam como suas verdades e as aceitamos. Logo, passamos a repeti-las em nossa vida, criando nossos condicionamentos e limitações, vivendo em um sistema automático em que pouco refletimos ou discernimos. Ao invés disso, vamos repetindo e potencializando sempre o mesmo, acreditando que somos aquilo. Porém, estamos apenas nos identificando com nosso processo de vida já configurado. Albert Einstein chama isso de ilusão ótica da mente.
Muitas crenças são incorporadas, tais quais:
- Não somos perfeitos;
- Sempre há alguma coisa errada em nossa vida, nosso corpo, nosso mundo...
- Só aprendemos através do sofrimento;
- Somos pecadores;
- A vida é difícil;
- A felicidade é um estado de “ter”;
- Não somos merecedores...
Então, muitas crenças geram sentimentos de culpa, fracasso, medo, insatisfação, frustração. Assim, não aprendemos a nos amar, acreditamos que não somos merecedores e vivenciamos constantes conflitos, buscando, através reconhecimento de outras pessoas, nossa autoestima. Esse amor que não aprendemos a nos propiciar. Você só pode experimentar em sua vida aquilo em que acredita.
As crenças são o programa que cria toda a experiência em nossa vida. Ficamos tão identificados com a voz desse programa, este fluxo de pensamento pré-concebidos, que nos leva a repetir incessantemente as mesmas coisas.
Como podemos acreditar que fazendo as mesmas coisas repetidas vezes podemos chegar a um resultado diferente? Isso é uma das definições de insanidade.
A grande dificuldade que temos em alterar a nossa vida é que não acreditamos que podemos mudá-la ou não temos a fé de que a mudaremos. Nossos paradigmas são um sistema inconsciente de crenças de uma cultura. Vivemos e repetimos essas crenças, pensamos e interagimos de acordo com elas.
Um paradigma jamais é questionado, porque ninguém pensa sobre ele. Ao entendermos quais são os paradigmas que governam a nossa vida, podemos começar a perceber como criamos a nossa própria realidade.
“Suas crenças se tornam seus sentimentos
Seus sentimentos se tornam suas palavras
Suas palavras se tornam suas ações
Suas ações se tornam seus hábitos
Seus hábitos se tornam seus valores
Seus valores se tornam seu destino.”
Gandhi

Qual é o significado e o propósito da vida?
As respostas às grandes perguntas só podem emergir da viagem que é viver e só podemos chegar a elas pela estrada do não saber ou do ainda não saber. Se sempre julgamos saber a resposta, como iremos crescer? Como podemos estar abertos a aprender? Nas palavras do escritor Terence Mckenna: “Quanto mais brilham as fogueiras do conhecimento, mais a escuridão se revela aos nossos olhos assombrados.”
Aprender a usar a mente para crescer e se desenvolver é o segredo da vida.
Despertar a consciência é preciso!

Por: Gilmar dos Santos
ultimatomdespertar@terra.com.br
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